Por entre mares de dores, soprado por ventos de amores
Segui torto, errante, pernas fracas, oscilando ao sabor do sal
Acertado pelo mastro de meu ego, projetado de encontro ao chão
Agarrei-me a meu orgulho e me debrucei, encarando 7 oceanos
Olhei no mar de minha tristeza e me vi preso
Enredado num redemoinho, girando como se fosse terra e sol
Tudo ao mesmo tempo, monstro e vítima, caça caçando
Me agarrei a balustrada de mim mesmo e olhei ao redor
Sem forças pra suportar o jorro insinuante em meu peito
Dobrei as pernas, sem jamais cair, Bossal que sou
E vomitei borboletas, por que minha dor não é pública
Já havia abandonado Fandall, terra fria de meus erros
Quebrei o mar e rumei ao Sol, pra cair da borda do mundo
Só, pra lá ver o que sonhava projetado ante meus olhos, Paz.
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